• Deve-se colocar aditivos no óleo?
  • Por que o óleo do motor fica escuro após algum tempo de uso?
  • Através do tato, posso saber se o óleo está ou não em condições de uso?
  • O que é classificação SAE?
  • O que é classificação API?
  • O que é classificação ACEA?
  • Como saber a classificação do óleo?
  • Posso usar óleo API CI-4 por mais tempo que um API CH-4?
  • Qual o significado das siglas que vêm nas embalagens de lubrificantes (SAE, API, ACEA, JASO, NMMA)? Qual a relação delas com o desempenho dos produtos?
  • Saiba o que cada uma dessas siglas significa.
  • Qual a diferença entre as especificações API GL-4 e GL-5? Existe algum problema em se usar o GL-5 ao invés do GL-4?
  • O que significam os números (20W-40, 50, etc.) que aparecem nas embalagens dos lubrificantes?

Não, os óleos lubrificantes são formulados para atender as exigências de desempenho dos motores conforme o fabricante. Todos os aditivos necessários já estão contidos no óleo lubrificante de maneira adequada e com a adição de aditivo extra, pode-se comprometer a eficiência da lubrificação e até do motor do veículo.

O óleo do motor fica escuro porque o aditivo detergente/dispersante retira e mantém em suspensão os resíduos de carbono formados no motor.

Não, porque as condições reais do óleo somente podem ser determinadas através de análise do produto em laboratório.

SAE - Sociedade dos Engenheiros Automotivos - Classifica os lubrificantes por faixas de viscosidade em duas escalas: uma de baixa temperatura (0W, 5W, 15W) onde a letra W significa Winter (inverno) e outra de alta temperatura (30, 40, 50).

API: American Petroleum Institute (Instituto Americano do Petróleo) classifica os óleos lubrificantes automotivos por desempenho e viscosidade, medidos em baixas e altas temperaturas para determinar a faixa de trabalho do óleo lubrificante.

ACEA: Association des Constructeurs Européens d'Automobiles (Associação dos Construtores Europeus de Automóveis)

Esta norma faz distinção entre motores à Gasolina e Diesel (leve e pesado):
• Série A/B – Motores à Gasolina e Diesel Leve (High SAPS)
• Série C – Motores à Diesel Leve (Low SAPS)
• Série E – Motores à Diesel Pesado

O rótulo encontrado nas embalagens dos lubrificantes sempre traz a especificação do produto.

O fato de um óleo atender à classificação API CI-4 ou CH-4 não indica que possa ter um período de troca maior ou menor. No caso do Lotus o intervalo de troca é o mesmo tanto para um API CH-4 como para um API CI-4, porém o motor do veículo irá ter uma lubrificação e proteção superior aumentando sua vida útil e sua performance utilizando a classificação API CI-4.

Estas são siglas de entidades internacionais que são responsáveis pela elaboração de uma série de normas (baseadas em testes específicos) para a classificação dos lubrificantes, de acordo com seu uso. Desta forma, o consumidor tem como identificar se o lubrificante atende às exigências de seu equipamento, consultando seu manual.

SAE - Society of Automotive Engineers
É a classificação mais antiga para lubrificantes automotivos, definindo faixas de viscosidade e não levando em conta os requisitos de desempenho. Apresenta uma classificação para óleos de motor e outra específica para óleos de transmissão. Mais informações em "O que significam os números (20W-40, 50, etc.) que aparecem nas embalagens de óleo?".

API – American Petroleum Institute
Grupo que elaborou, em conjunto com a ASTM (American Society for testing and Materials), especificações que definem níveis de desempenho que os óleos lubrificantes devem atender. Essas especificações funcionam como um guia para a escolha por parte do consumidor. Para carros de passeio, por exemplo, temos os níveis API SL, SJ, SH, SG, etc. O “S” desta sigla significa Service Station, e a outra letra define o desempenho. O primeiro nível foi o API AS, obsoleto há muito tempo, consistindo em um óleo mineral puro, sem qualquer aditivação. Com a evolução dos motores, os óleos sofreram modificações, através da adição de aditivos, para atender às exigências dos fabricantes dos motores no que se refere à proteção contra desgaste e corrosão, redução de emissões e da formação de depósito, etc. Atualmente, o nível API SL é o mais avançado. No caso de motores diesel, a classificação é API CI-4, CH-4, CG-4, CF, etc. O "C" significa Commercial. A API classifica ainda óleos para motores dois tempos e óleos para transmissão e engrenagens.

ACEA - Association des Constructeurs Européens de l'Automobile (antiga CCMC)
Classificação européia associa alguns testes da classificação API, ensaios de motores europeus (Volkswagen, Peugeot, Mercedes Benz, etc.) e ensaios de laboratório.

JASO – Japanese Automobile Standards Organization
Define especificação para a classificação de lubrificantes para motores a dois tempos (FA, FB e FC, em ordem crescente de desempenho).

NMMA- National Marine Manufactures Association Substitui o antigo BIA (Boating Industry Association), classificando os óleos lubrificantes que satisfazem suas exigências com a sigla TC-W (Two Cycle Water), aplicável somente a motores de popa a dois tempos. Atualmente encontramos óleos nível TC-W3, pois os níveis anteriores estão em desuso.

A especificação API GL-4 designa um serviço de engrenagens hipóides de veículos de passageiros e outros equipamentos automotivos, operando sob condições de alta velocidade e baixo torque ou vice-versa.

Já a especificação API GL-5 é designada também para engrenagens hipóides, operando sob condições de alta velocidade e cargas instantâneas (choque), situação encontrada em caixas de mudanças de caminhões e em eixos traseiros (diferenciais).

A utilização de um óleo API GL-5 na transmissão ao invés do GL-4 irá gerar problemas de engate e "arranhamento" durante a troca de marchas, comprometendo a vida útil da caixa de mudanças. Este problema é decorrente do maior teor de aditivos dos óleos API GL-5 em relação aos API GL-4, que acabam interferindo negativamente no funcionamento do mecanismo de sincronização das marchas.

Estes números que aparecem nas embalagens dos lubrificantes automotivos (30, 40, 20W-40, etc.) correspondem à classificação da SAE (Society of Automotive Engineers), que se baseia na viscosidade dos óleos a 100 ºC, apresentando duas escalas: uma de baixa temperatura (de 0W até 25W) e outra de alta temperatura (de 20 a 60). A letra "W" significa "Winter" (inverno, em inglês) e ela faz parte do primeiro número, como complemento para identificação. Quanto maior o número, maior a viscosidade, para o óleo suportar maiores temperaturas. Graus menores suportam baixas temperaturas sem se solidificar ou prejudicar a bombeabilidade.
Um óleo do tipo monograu só pode ser classificado em um tipo escala. Já um óleo com um índice de viscosidade maior pode ser enquadrado nas duas faixas de temperatura, por apresentar menor variação de viscosidade em virtude da alteração da temperatura. Desta forma, um óleo multigrau SAE 20W-40 se comporta a baixa temperatura como um óleo 20W reduzindo o desgaste na partida do motor ainda frio e em alta temperatura se comporta como um óleo SAE 40, tendo uma ampla faixa de utilização.

Outra especificação muito importante é o nível API (American Petroleum Institute).